Durante muito tempo, adiei o trabalho de fazer esta síntese da história de Penterville. Não mais. No passado, trabalhei apresentando uma ficha dos personagens, mas acredito que essa é a maneira errada de começar a história que quero apresentar neste jogo. Com o plano de produzir uma HQ se tornando difícil pela falta de comunicação do meu colega desenhista, decidi trabalhar com uma sequência textual que dará informações de um ponto de vista mais "histórico" do que narrativo. Portanto, para abordar as coisas de uma maneira mais suscita, decidi escrever esta sessão, que irá apresentar a história de Petroville através dos conceitos por trás do jogo. E nada melhor que as misteriosas famílias de Penterville para entendermos o que se passa no cenário do jogo.
1. O Sol e a Névoa: As origens de Penterville.
Falar das 12 famílias é falar sobre as origens da cidade de Penterville de uma maneira que pode soar surreal. Antes porém de adentrar nelas, dois símbolos importantes são evocados neste primeiro momento e que no decorrer do jogo poderão colidir com uma série de simbolismos de origem distinta. Vamos ao primeiro deles:
Pra começar, temos o Sol, o grande astro rei que ilumina os céus. Presente nos brasões de quase todas as 12 famílias de Penterville, o Sol representa luz, grandeza e paternalismo, visto que é a luz e o calor do Sol que garante a vida na Terra. A relação da vida no mundo é dependente deste. Na história do jogo, o conceito do Sol representa a realidade que vivemos, que conhecemos e aceitamos. Conforme a história do jogo se desenrola, este conceito ficará mais claro. Uma explicação sobre o conceito de"realidade" em Penterville será esclarecido em uma postagem posterior.
Prosseguindo: O Sol é um elo de poder. Sua representação nos brasões das famílias significa a pretensão de poder que os patriarcas delas desejam e o tipo de futuro que sonham para a pequena vila recém nascida, em 1877 que se converterá no palco da tragédia de 1998 (ano em que os eventos do jogo se passam). Um lugar que seja como uma luz para os peregrinos e viajantes do sul do ainda jovem Estados Unidos da América no meio-oeste americano. Tal como um núcleo de um sistema solar, a pretensão de tornar a cidade em núcleo de poder existia no fundo das mais megalomaníacas mentes das lideranças familiares daqueles primeiros habitantes da vila de Penterville.
Neste ponto, chegamos no segundo símbolo, um que não está ligado as 12 famílias, e sim numa força anterior a chegada destes colonos. Em tempos imemoriais, o local onde a futura metrópole seria erguida era um campo de caça do orgulhoso povo nativo americano dos Hohokam, aparentado com os Cheyenne e os Navajo. Búfalos corriam pelas campinas e desfiladeiros ao redor de Salt River, sendo seguido pelos incansáveis caçadores da tribo, que também usaram o crescente fértil da região para plantar pêssegos e milho. Na região, havia também um local sagrado onde as famílias indígenas se juntavam para venerar os espíritos dos ancestrais e comemorar os ciclos e passagens das estações. Este local era tanto um santuário como um cemitério, onde os hohokam do Arizona deixavam seus mortos. Entre os anos de 1862 e 1877, os conflitos por terras com os colonos norte-americanos levaram vários das famílias de índios a abandonarem a região. Uma entretanto, cujos os membros eram chamados
"Éše'he
Enoohta" (literalmente "Partida do Sol" em sua língua nativa) permaneceram e lutaram contra a presença dos brancos por 5 anos.
Havia uma estranha entidade aparentemente reverenciada pelos indígenas chamada Vo'kome Evoohta (literalmente "Visão em Branco") que eles evocavam em seus ataques aos colonos. Dizia-se que os lugares ficavam cobertos de névoa permitindo que os índios atacassem do meio das sombras. Foram muitos anos de luta até os Éše'he Enoohta serem exterminados pelos colonos, ainda que se a Sociedade Histórica de Petroville declare que os mesmo foram apenas "expulsos" de suas terras.
Mais tarde, o patriarca da família Penter, William Gold Penter encontraria uma gruta onde os hohokams faziam seus rituais sagrados ou supostamente estariam seus restos. Ninguém sabe o que ele encontrou exatamente, mas logo após isso, encomendou com seus familiares a confecção de um novo brasão para sua família. Em seguida, se reunindo com os demais colonos, elaborou a formação de um tratado que ficaria conhecido como "Contrato das 12 famílias". Anos mais tarde, sobre a antiga aldeia, em cima da antiga gruta dos hohokam, a pequena vila de Penterville nasceria, sendo futuramente acessível pela rodovia federal 77 que corta o interior do Estado do Arizona.
Segue aqui uma lista breve e não detalhada das famílias. Em postagens futuras, cada uma delas será dissertada junto com imagens de seus respectivos brasões:
1. Família Penter.
2. Família Thompson.
3. Família Greenfield.
4. Família Anderson.
5. Família Dunce.
6. Família Honeywood.
7. Família Marves.
8. Família Carter.
9. Família Stoneheim.
10. Família Lanster.
11. Família Redgarden
12. Família Hills (substituida pelos Irokawa em 1960).
Havia uma estranha entidade aparentemente reverenciada pelos indígenas chamada Vo'kome Evoohta (literalmente "Visão em Branco") que eles evocavam em seus ataques aos colonos. Dizia-se que os lugares ficavam cobertos de névoa permitindo que os índios atacassem do meio das sombras. Foram muitos anos de luta até os Éše'he Enoohta serem exterminados pelos colonos, ainda que se a Sociedade Histórica de Petroville declare que os mesmo foram apenas "expulsos" de suas terras.
Mais tarde, o patriarca da família Penter, William Gold Penter encontraria uma gruta onde os hohokams faziam seus rituais sagrados ou supostamente estariam seus restos. Ninguém sabe o que ele encontrou exatamente, mas logo após isso, encomendou com seus familiares a confecção de um novo brasão para sua família. Em seguida, se reunindo com os demais colonos, elaborou a formação de um tratado que ficaria conhecido como "Contrato das 12 famílias". Anos mais tarde, sobre a antiga aldeia, em cima da antiga gruta dos hohokam, a pequena vila de Penterville nasceria, sendo futuramente acessível pela rodovia federal 77 que corta o interior do Estado do Arizona.
Segue aqui uma lista breve e não detalhada das famílias. Em postagens futuras, cada uma delas será dissertada junto com imagens de seus respectivos brasões:
1. Família Penter.
2. Família Thompson.
3. Família Greenfield.
4. Família Anderson.
5. Família Dunce.
6. Família Honeywood.
7. Família Marves.
8. Família Carter.
9. Família Stoneheim.
10. Família Lanster.
11. Família Redgarden
12. Família Hills (substituida pelos Irokawa em 1960).
Opa, Wesley, tudo bom? Queria conversar um pouco contigo sobre petroville, saber como tá o andamento e tal, pode me adc no facebook? https://www.facebook.com/hygor.gomesgama
ResponderExcluirBoa tarde, talvez você não leia essa mensagem dado o tempo que demorei pra vê-la, mas o projeto só voltou a ativa recentemente. Por não ter nenhum apoio desde 2018, eu tinha engavetado o projeto por causa de questões de faculdade. Porém devido a pandemia, tive mais tempo e adiantei ele bastante. Não sei se você lerá isso ou ainda quiser saber como anda o projeto, mas se puder, responda por aqui ou me adcione no face, porque eu não consegui adcionar você. https://www.facebook.com/wesley.anderson.564
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